Entrevistamos: Cristal Bittencourt, coordenadora do núcleo web da Yayá Comunicação Integrada

A maior fonte de aprendizado da Social Figures são nossos clientes, parceiros e colaboradores. Possuindo o BrandCare e os insights sociais como core business, temos a oportunidade de conhecer profissionais de todos os tipos, habilidades, sotaques, línguas e interesses. Hoje temos o prazer de compartilhar mais um bom papo sobre nossa área. Entrevistamos Cristal Bittencourt, coordenadora do núcleo web da Yayá Comunicação, agência de Salvador que desenvolve projetos de comunicação sob medida para clientes há cerca de 14 anos, desde 2002. Cristal é também pós-graduada em Comunicação Estratégica pela UFBA, blogueira, professora, palestrante e contou pra gente um pouco sobre desafios e particularidades de seu trabalho:

Cristal Bittencourt - YayáVocê poderia nos contar um pouco sobre as entregas realizadas pela Yayá e como a agência vê o monitoramento de mídias sociais na interface com os outros setores?
Desde que começamos a trabalhar mais a fundo com monitoramento, ficou claro o quanto ele poderia ser útil pra tudo. Mas, se no começo era fácil pensar em monitoramento apenas como categorização de sentimento, logo logo isso se transformou apenas na ponta do iceberg, e com o tempo fomos nos familiarizando com categorias, tags, gráficos e classificações que tornariam mais fácil entender duas coisas fundamentais: o cliente e o cliente do cliente. Hoje o desafio é conseguir levar essa “nova cultura” para todos os setores da agência.

Como vocês realizam planejamento de projetos de monitoramento de mídias sociais? Quais os principais desafios?
O maior desafio é sempre entender o cliente. Não importa se é uma barraquinha de frutas ou uma plataforma de petróleo, cada cliente tem suas especificidades, detalhes que muitas vezes só ele conhece e que, quando compreendidos, podem ajudar (e muito!) o nosso trabalho. Um bom briefing é o melhor primeiro passo para um planejamento, seja ele do que for, e com monitoramento não seria diferente.

A Yayá atende clientes de segmentos bem diversos, como educação, construção civil, política e climatização. As entregas são diferentes de acordo com cada tipo de cliente?
Setores diferentes trazem necessidades diferentes, mas o porte do cliente também importa muito. Voltando ao exemplo da barraquinha de fruta, um cliente desse porte tem uma necessidade menor do que uma plataforma de petróleo, e também não dá pra ignorar a questão financeira.

Quando o cliente entende a importância do nosso trabalho, seja de monitoramento ou de gestão de mídias sociais, ele acaba investindo mais e, consequentemente, passa a precisar de um trabalho mais apurado, com relatórios semanais ou, até mesmo, diários, a depender do seu porte. Quanto maior for a sua praça, sua clientela, maior acaba sendo o nosso trabalho também.

Mas, claro, também é possível fazer um bom trabalho para clientes que ainda não podem ser dar ao luxo de manter um investimento um pouco maior em publicidade digital, trabalhando com relatórios mensais mais simples.

Há particularidades no mercado baiano de mídias sociais? Que dicas você poderia dar aos profissionais do estado?
Quem não é de São Paulo tem uma tendência a reclamar da sua região, falar o quanto ainda somos provincianos, o quanto ainda precisamos crescer – e precisamos mesmo, mas o buraco é mais embaixo.
Há um tempo atrás, nossa maior dificuldade era fazer o cliente entender a importância daquilo que a gente faz. Hoje ele já entende, mas muitas vezes acha que é um trabalho “simples”, que não vale um investimento maior.