Extraindo insights de bios no Twitter: 3-gram analysis

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Em outro post, chamado “Extraindo insights de bios no Twitter: 2-gram analysis” falamos de como é possível extrair insights a partir de bios no Twitter analisando pares de palavra. É uma análise chamada de n-gram, na qual a frequência de termos são utilizados como indicadores de padrões discursivos ou expressivos.

Hoje apresentamos, também com o processamento de 100 mil perfis aleatórios de nossa base de perfis brasileiros, a medição 3-gram analysis. Desta vez, então, são identificados os trios mais frequentes de palavras. Confira abaixo:

3-gram analysis - twitter brasileiro

Comparativamente ao estudo de 2-gram analysis, é possível identificar também a presença de muitos termos em inglês. O trio de palavras também permite encontrar marcadores profissionais/educacionais. Estudantes de direito e jornalismo adoram o Twitter!

Veja o documento completo abaixo:


“No Outro Site”: as indiretas que os tuiteiros mandam para o Facebook

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O Facebook possui uma população de usuários ativos superior a do Twitter. Entre os dois sites existe uma diferença de postura e comportamento médio bem marcantes. Realizamos uma pesquisa sobre como os tuiteiros fazem referências “indiretas” ao Facebook.  Entre piadas e comentários corriqueiros, é possível colher aprendizados sobre as dinâmicas do ecossistema das mídias sociais.

O estudo foi particularmente interessante por ser baseado não na busca pelo termo “Facebook”, mas sim por um termo “indireto”, algo que acontece em monitoramentos de marcas e políticos e é bastante difícil de ser descoberto. Monitoramos, em nosso software BrandCare, os seguintes termos:

termos - no outro site

 

Um tweet típico com a referência ao Facebook nestes termos:

tweet luscaspfvr eventos

No período monitorado (06 a 20 de janeiro), o volume de tweets com as keywords monitoradas variou de 7 a 249 tweets por dia:

Volume de Menções - no outro site

Abaixo, o gráfico mostra os tipos mais comuns de referências ao comportamento das pessoas no Facebook. Em primeiro lugar, usuários do Twitter falando sobre o quanto postagens específicas no Facebook são desagradáveis ou incômodas por determinado motivo. Em segundo lugar, com 15% dos tweets, estão referência a participantes do Facebook, para os quais são impostos alguns comportamentos. Em terceiro lugar, as críticas aos Eventos “fakes” realizados com fins apenas humorísticos e afiliativos.

no outro site - indiretas ao facebook no twitterEntre os tweets da primeira categoria, Postagens, foram frequentes as referências à circulação de notícias falsas no Facebook. O exemplo abaixo ilustra bem:

 

 

doutorcalligari - posts falsos no facebookOs Participantes do Facebook não são poupados também. Diversos usuários estabelecem supostas alteridades, geralmente em relação a seus modos de ver o mundo.

brunovit - usuarios chatos no facebook

Um ótimo exemplo que mostra como o que está em jogo é a noção de alteridade (o usuário do Facebook é “o outro” para estes tuiteiros) são os tweets abaixo:

machismo x feminismo

A terceira categoria de tweets mais frequentes no período foram de mensagens criticando o uso lúdico do recurso de Eventos no Facebook.

no outro site - eventos fakes

De modo geral, grande parte das mensagens tratam de críticas a atitudes vistas como características da plataforma Facebook. Alguns exemplos de tweets do tipo:

no outro site - participantes

Este pequeno estudo permite lembrar de algumas características bem relevantes das mídias sociais:

  • A construção da sensação de comunidade nas plataformas muitas vezes passa pela definição do que é considerado “o outro”. Grupos, nichos e tribos são definidos por suas características, mas elas sempre são relacionais. Apontar particularidades do “não-eu” é comum em posicionamentos políticos (como uso de termos como “petralha” ou “coxinha”), em afiliações a marcas (“macfags”, por exemplo) e, como vimos, até mesmo na consideração do que é particular de cada mídia social.
  • Monitorar apenas o nome de uma marca muitas vezes não é suficiente. Se o estudo fosse realizado buscando o termo “Facebook”, teríamos milhões de mensagens, mas perderíamos este tipo bem particular de comportamento analisado. Os projetos de monitoramento devem ser o mais abrangente possíveis.
  • A utilização de diversas plataformas ao mesmo tempo e a referencialidade entre elas é comum. Analisar o consumidor levando em conta as mensagens que publica em suas várias plataformas (perfis Twitter, Facebook, Google+, blogs etc) é essencial para entender profundamente seu comportamento.
  • A estrutura da rede em monitoramentos do tipo tende a ser bem dispersa, especialmente pelo uso de várias keywords de busca. São mensagens mais espontâneas do que pautadas por influenciadores ou acontecimentos. Mas, ainda assim, a visualização de rede permite encontrar rapidamente as mensagens que geraram disseminação:

rede - no outro site

  • Apesar de existirem variados tipos de acusações quanto ao comportamento dos usuários do Facebook, alguns padrões podem ser percebidos. De modo geral: circulação de boatos; casos de brigas e desentendimentos; demora em acompanhar tendências e “memes”. Não há dados atualizados tão detalhados sobre a distribuição demográfica no Brasil, mas nos EUA o Twitter tem uma população com maior escolaridade média, mais jovem e com maior poder aquisitivo. Então a população do Twitter se vê como diferente ou mais qualificada do que a do Facebook, que representa melhor a população geral “média”. Veja dados da Pew Research:

twitter e facebook demographics USA

Não esqueça de seguir nosso feed pra receber mais estudos e análises das mídias sociais!

Como descobrir: quais são os tipos de usuários que mais falam sobre minha marca?

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Monitorar as mídias sociais é essencial para gerenciar a imagem da marca, realizar relacionamento, acompanhar a concorrência e diversos tipos de pesquisa. Para além disto, é possível transformar a segmentação e tipos de usuários em mais valor ainda para as empresas e marcas. Por isto, o BrandCare armazena de forma fácil todas as menções que usuários, perfis e sites realizaram no seu monitoramento.

BrandCare - audience

Mas é importante lembrar que, na maioria dos casos, será difícil classificar todo e qualquer usuário que cita a sua marca. Como decidir por onde começar? Há três táticas principais. A primeira é classificar, durante a análise de sentimento e aplicação de tags, a maior quantidade de usuários possíveis. Ou, pelo menos, com mensagens interessantes tais como sugestões, dúvidas, reclamações e interações mais qualificadas. A segunda tática é trabalhar com amostragem e classificar os usuários que enviaram menções na amostra desejada.

Por fim, a terceira tática é usar um critério de perfis mais engajados. O gráfico abaixo, já publicado no post “Lei de Pareto nas Mídias Sociais” é um exemplo de uma dinâmica muito comum: poucos usuários são responsáveis pela maior parte das menções.

pareto - televisao

E quais categorias utilizar para classificar seus usuários? Qualquer categorização que faça sentido para os seus objetivos de inteligência, relacionamento e conteúdo nas mídias sociais. O BrandCare permite que categorias de perfis sejam adicionadas de forma customizada. Abaixo um exemplo:

Brandcare - profile groups

No whitepaper “Segmentação de Público no Monitoramento de Mídias Sociais” demos várias dicas sobre o assunto e sugestões de categorias e segmentos que podem ser utilizados. Quanto ao nível de uso das mídias sociais, por exemplo, as categorias criadas por Peter Brandtzaeg e Jan Heim e listadas abaixo podem ser utilizadas:

  • Esporádicos: são aqueles usuários que utilizam a mídia esporadicamente, geralmente por não possuírem um hábito de acesso tão frequente ou são novatos;
  • Lurkers: é o tipo mais frequente de usuários de mídias sociais. São aqueles usuários que lêem, consomem e assistem conteúdo de suas redes, mas não comentam ou produzem conteúdo próprio.
  • Socializadores: são os usuários focados nos aspectos sociais. Não necessariamente produzem muito conteúdo original, mas compartilham e conversam com seus contatos.
  • Debatedores: é o perfil mais próximo dos blogueiros, ativistas e de quem está interessado em discutir e apresentar suas próprias ideias e pontos de vista.
  • Ativos: são os usuários mais ativos, que contribuem com bastante conteúdo, heavy users das mídias sociais.

Já quanto a relação dos consumidores com a marca, as categorias abaixo podem ser utilizadas:

  • Brandlovers: consumidores que amam a marca e não tem medo de expressar, estão sempre indicando para seus amigos e rede.
  • Advogado de Marca: consumidores que defendem a marca sempre que podem ou em situações de consumo.
  • Interagentes: parte do público que, mesmo não sendo necessariamente consumidor, interage e comenta nas mensagens da marca.
  • Indiferente: grande parte do público que tem acesso ás mensagens da marca, mas não está interessado ou tocado ao ponto de interagir.
  • Insatisfeitos: consumidores que interagem quando ocorre algum problema e utilizam as mídias sociais, de forma pública, para resolvê-lo.
  • Detratores de marca: devido a uma insatisfação não resolvida ou problema prolongado com a marca ou produto, os detratores são os consumidores que se sentem ofendidos e partem para retaliação.
  • Trolls: público que, mesmo sem um motivo específico, deseja gerar danos à marca, muitas vezes sem fundamento.

Cada tipo de negócio vai ter suas particularidades. Por exemplo, no caso de política, a militância declarada ou não-declarada a cada partido ou político, partido ou ideologia pode ser o referencial para as categorias.

Outra dica é lembrar de atributos relacionados a Opiniões, Atividades e Interesses. Categorizar os perfis de acordo com os itens e atributos que fazem diferença nos seus processos decisórios pode ser o ideal:

aividades interesses opiniões

Categorizar os usuários é só um entre as centenas de insights possíveis com o monitoramento de mídias sociais. Confira um bom número deles em “50 Insights no Monitoramento de Mídias Sociais“.

5 insights de monitoramento de páginas de Facebook

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As páginas de marcas no Facebook oferecem muitas possibilidades de gerar ações e insights! Além de conteúdo e relacionamento, é possível monitorar concorrentes para entender os padrões do segmento e desenvolver táticas para diferenciar sua atuação nesta mídia social.

Comparação de volume de publicações em páginas do Facebook

Comparação de volume de publicações em páginas do Facebook

1 – Usuários mais Ativos na Página
Quem são os usuários mais ativos nas páginas de sua marca? Compreender quem interage repetidamente pode gerar insights para planejamento, conteúdo e relacionamento. Cada segmento e marca terá suas particularidades. Por exemplo, em comércio eletrônico é comum que os mais ativos sejam consumidores insatisfeitos reclamando com a empresa por algum problema como entrega. Mas e quem são os engajados positivamente? Quais suas características? Entender quem são estas pessoas permite criar conteúdo que os agrade, aumentando as taxas de engajamento e resultados da página.

2 – Tipos de Dúvidas e Reclamações
As páginas de Facebook são um importante local de contato entre os consumidores e as empresas. Os usuários já se acostumaram a ir nas páginas tirar dúvidas ou reclamar, e muito, quando insatisfeitos. Além disto tudo trazer ótimas oportunidades para a relação direta com o consumidor, ao longo do tempo também pode trazer insights. Se os tipos de reclamações forem quantificados, a empresa poderá desenvolver guias de respostas, FAQs e conteúdos que antecipem as dúvidas e reclamações.

3 – Horários com Maior Volume de Comentários
Em quais horários o público está online e interessado? Esta informação é essencial para definir melhor cronograma de conteúdo e planejar bem as táticas de relacionamento. Observando gráficos com o volume de hora em hora dos concorrentes, você pode tanto entender os padrões de publicação do segmento quanto descobrir lacunas temáticas.

Páginas Facebook - Horarios

Tabela de horários com maior volume de conteúdo

4 – Conteúdos que Geram Conversas
Os comentários dos consumidores podem ser de vários tipos. Reclamações, dúvidas, dicas, complementos ao conteúdo, feedback positivo, citação a outros usuários ou conversas, por exemplo. Estes últimos tipos demonstram que o conteúdo realmente está dando certo.

5 – Temas Abordados pela Concorrência
E quais são os temas abordados pela concorrência? Para se diferenciar, a análise de conteúdo da concorrência pode servir para descobrir quais temas estão saturados pelos concorrentes e trazer diferenciais temáticos, estilísticos ou de formato.

Palavras mais usadas por uma página de marca

Palavras mais usadas por uma página de marca

Extraindo insights de bios no Twitter: 2-gram analysis

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Como gerar insights a partir de bios no Twitter? Há diversas possibilidades, desde a análise qualitativa dos seus principais seguidores, gerar nuvem de palavras em clusters de redes e realizar análise do texto.

Uma metodologia bem comum é analisar quais as palavras mais frequentes em uma amostra de usuários. Mas podemos ir mais além: quais os pares de palavras mais frequentes? Para responder esta pergunta, extraímos 100 mil perfis aleatórios de nossa base de perfis brasileiros e aplicamos o processamento chamado 2-gram analysis, para identificar os palavras mais frequentes. Confira abaixo os 25 pares mais frequentes:

Pares de Palavras nas Bios do Twitter no Brasil

A informação pode ser usada como referência ao analisar o seu próprio público. Por exemplo, como os termos “apaixonada por” e “estudante de” são frequentes no Twitter como um todo, talvez não sejam tão importantes se aparecer no seu monitoramento. Mas os que fogem do padrão sim! Veja as duplas de palavras abaixo junto a exemplos de bios Twitter:

Acompanhe o blog para novas análises em breve e não esqueça de fazer um teste do BrandCare e analisar recursos como o “Top Profiles”, que permite realizar mapeamentos no Twitter através de localização e/ou bios.

Pesquisa sobre aficionados de seriados brasileiros da TV a Cabo (Obitel UFSCar)

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[O texto abaixo é uma primeira colaboração do grupo OBITEL UFSCar, sob coordenação do Prof. Dr. João Massarolo, que está utilizando o BrandCare graças ao apoio de um plano acadêmico oferecido pela Social Figures]

As mudanças tecnológicas, de linguagem e do mercado audiovisual alteram de forma radical o relacionamento do público com as séries televisivas de maior sucesso. No ambiente da cultura em rede, o que era quantificado por números (bilheteria, IBOPE, etc.), se torna subjetivamente quantificável – métricas permitem dimensionar tanto o consumo quanto o compartilhamento de episódios e de temporadas inéditas.

A participação do público aficionado é a principal medida do sucesso e as redes sociais se tornaram a principal janela de trocas, discussões, disputas e declarações de amor ou ódio entre fãs dedicados, que se envolvem emocionalmente e por um longo período com as suas séries preferidas. Essa ligação amorosa amplia os vínculos emocionais dos fãs. Basta um único episódio para os fãs passarem dias discutindo os desfechos dos próximos capítulos ou meses teorizando sobre os mistérios das tramas.

Sessão-Terapia

Neste ambiente rico que ainda não foi devidamente avaliado pela indústria e pesquisadores, os fãs não são apenas quantificáveis como a tradicional audiência, mas também podem ser compreendidos e analisados em suas dinâmicas discursivas em rede. O grupo OBITEL UFSCar, sob coordenação do Prof. Dr. João Massarolo, desenvolve pesquisas sobre comunidades de fãs da produção seriada brasileira para TV a Cabo, em especifico, sobre a série Sessão de Terapia (GNT, 2011-2014), produzida pela Moonshot Pictures e direção de Selton Mello.

Pretende-se com esta pesquisa analisar as redes discursivas da série no período de exibição da terceira e última temporada, bem como o período subsequente, utilizando o BrandCare como ferramenta de exploração de uma gama enorme de informações que serão filtradas e classificadas nas mais diversas plataformas online (websites, Facebook, Instagram, Twitter). Considera-se que o BrandCare fornece recursos indispensáveis para mineração e organização dos dados gerados pelos agrupamentos de fãs de seriados.

Com um alcance que proporciona uma ampla e clara perspectiva dos rastros deixados pelo público do seriado, as informações coletadas estão ajudando a fundamentar uma análise crítica sobre os processos de engajamento de fãs e as ações que as produtoras de conteúdos audiovisuais televisivos têm diante esse público imerso na cultura participativa. A pesquisa em andamento contempla os seguintes tópicos:
– Análise dos Conteúdos gerados pelos fãs nas redes sociais;
– Mapeamento dos produtos oficiais e não oficiais da série disponibilizados nas redes sociais;
– As redes discursivas dos fãs nas redes sociais, durante e após a exibição da série.

A pesquisa em andamento é uma realização do Grupo Geminis – certificado pelo CNPq, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da UFSCar. O grupo desenvolve o projeto de pesquisa ”Laboratório de Pesquisa sobre a Produção Seriada Audiovisual Brasileira para Plataformas Transmídia“, aprovado pelo Edital MCTI/CNPQ/MEC/CAPES Nº 22/2014 – Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas. Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil – http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/1519774412251748.

Prof. Dr. João Carlos Massarolo- UFSCar
Prof. Me. Dario Mesquita – UFSCar
Gustavo Padovani – UFSCar