Twitter lança guia gratuito sobre estratégias e táticas para eleições e governo

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twitter elections and government handbookO Twitter acabou de lançar um guia oficial sobre o uso da mídia social para fins eleitorais e governamentais. Com 137 páginas, traz seções sobre: Planejamento; Construção de Base; Persuasão; Respostas Rápidas; Mobilização; Tracking; e Anúncios.

Além de dados interessantes como o gráfico abaixo, que mostra o impacto de uso de recursos especiais nos tweets, o guia também traz o passo a passo de funcionalidades avançadas, como o uso de Twitter Cards e Analytics.

Direcionado à realidade dos Estados Unidos, o guia pode ser utilizado também por brasileiros, adaptando as recomendações às particularidades e características do sistema político local. O segmento de política, como vimos em estudo da Medialogue, é um dos que gera mais engajamento no Brasil no Twitter.

retweets - formato

Dados oficiais mostram que o uso de fotos nos tweets aumenta em média 62% o número de retweets

Para baixar, basta acessar The Twitter Government and Elections Handbook. E confira post com outras 9 fontes de informação sobre política nas mídias sociais.

3 Cuidados ao Generalizar Dados em Mídias Sociais

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Os dados nas mídias sociais são excelentes para medir o pulso das marcas, segmentos, temas e debates na opinião pública online. Porém, para realizar análises precisar, é importante também entender as eventuais limitações dos dados sociais digitais. Em se tratando de generalização de dados, os três pontos abaixo merecem atenção:

1 – Demografia

Um primeiro cuidado é lembrar que os usuários nas mídias sociais possuem características demográficas, em média, diferente da população geral. Isto é resultado de diversos fatores, como expectativas sociais (alguns grupos são mais motivados a se expressar), econômicas (acesso a computadores e smartphones), tecnológicas (disponibilidade de acesso, por exemplo), educacionais (alfabetismo digital) e outras.

O gráfico abaixo é um exemplo, da Pew Research, que mostra como a população de diferentes mídias sociais é inclinada para algumas características nos EUA:

landscape-of-users

Como contornar esta limitação?
Realizar o monitoramento de mídias sociais focado nos usuários ajuda a compreender a amplitude dos dados, assim como ajustar para representar melhor o que está sendo pesquisado. Em ferramenta de monitoramento como o BrandCare, é importante usar as funcionalidades de CRM e categorização da audiência para medir também qual tipo de público está conversando com a marca.

 

2 – Tipos de Usuários

Uma segunda limitação é o fato de que existem diferentes tipos de usos das mídias sociais. Algumas pessoas se expressam mais, publicam mais com opiniões e conteúdos originais. Outras realizam curadoria, comentários e recomendações. Já outras preferem apenas consumir e ler conteúdo, sem se posicionar. O gráfico abaixo, proposto pela Forrester Research, sistematiza estes tipos de usos:

technographics ladder

Como contornar esta limitação? É importante lembrar que, a depender do segmento de sua empresa, apenas uma fatia do público estará mais propensa a se expressar espontaneamente. Então, na medida do possível, desenvolva conteúdo interacional, com chamadas para conversação, com call to action e temas que gerem engajamento.

 

3 – Temáticas Populares / Tabus

Outra limitação para generalizar os dados é que algumas temáticas são mais favorecidas pelas mídias sociais, de modo geral. Expressão pessoal, conteúdo relacionado indiretamente a status e alguns temas populares geram mais conversações do que temas com poucos ganchos sociais. Além disto, alguns temas tabus como sexo, higiene, violência e política podem ser evitados em alguns círculos.

Como contornar esta limitação? Em primeiro lugar, deve-se compreender que alguns segmentos são menos debatidos que outros. Dessa forma, realizar estudos longitudinais é especialmente importante, para gerar um volume mais relevante de conversas. Além disto, pode-se aproveitar os públicos online para gerar outros modos de coleta de dados como questionários anônimos.

Espiral do Silêncio nas Mídias Sociais

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A Espiral do Silêncio é uma hipótese relacionada a comunicação e ciência política analisada e testada, em variados contextos, desde a década de 1970. De modo geral, explica como as pessoas costumam evitar expressas suas opiniões em temas vistos como polêmicos, caso a opinião seja percebida como minoritária. O nome “espiral do silêncio” vem da dinâmica envolvida neste comportamento: se pessoas com opiniões minoritárias decidem pelo silêncio, outras pessoas com opiniões semelhantes também evitarão o assunto, diminuindo gradativamente a chance da opinião minoritária ser expressa, uma vez que o tema não é tocado.

A Pew Research Internet Project, que já citamos neste blog algumas vezes, realizou recentemente mais um estudo sobre esta hipótese. A partir de survey com 1801 cidadãos americanos, mediu a tendência dos pesquisados a discutir ou silenciar sobre um tema político polêmico e relevante da atualidade, o vazamento de informações e denúncias feitas por Edward Snowden contra a NSA, agência de espionagem dos EUA.

O gráfico abaixo mostra a tendência dos respondentes a debater ou não suas opiniões em diferentes ambientes, como jantar familiar, restaurante com amigos, trabalho e mídias sociais:

pew research - espiral do silêncio - conversação em diferentes ambientes

Ou seja, as pessoas são mais cautelosas em debater temas polêmicos no Facebook e Twitter, na média. Estes dados podem ser explicados pelo outro gráfico abaixo. Veja:

pew research - espiral do silêncio - concordância e discordância

O gráfico acima mostra que as pessoas tendem a acreditar que pessoas próximas tem opiniões mais próximas às suas próprias. Para além da crença dos respondentes, diversos outras pesquisas e teorias explicam esta dinâmica. A “propinquidade” é um fator, na psicologia social, que leva as pessoas a se aproximarem se são fisicamente ou psicologicamente próximas.  As pessoas tendem a gostar de pessoas parecidas com si, por vários motivos. Por isto, no gráfico acima, pessoas conhecidas no Facebook, Twitter e vizinhos são vistos como mais distantes do que amigos próximos (que também podem estar nas mídias sociais do indivíduo, claro).

Entender algumas dinâmicas sociais como a Espiral do Silêncio é essencial para analistas de monitoramento e pesquisa online. No caso citado, as pessoas evitam falar do tema em círculos sociais mais alargados (como mídias sociais e vizinhança) pois a recompensa para tal seria baixa. Já outros temas polêmicos, como eleições e intenção de voto, apesar de existir alta discordância, são mais debatidos pois os indivíduos poderiam exercer influência no que estão conversando (como convencer alguém a votar em seu candidato).

Leia mais sobre o estudo no site da Pew Research.

Social Figures se associa à Associação Brasileira das Agências Digitais

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ABRADi_duas_cores_pos_b_pngA Social Figures é a mais nova associada à Associação Brasileira das Agências Digitais. A ABRADi conta com entidades regionais em 12 estados e atualmente já é composta por mais de 600 empresas por todo o país. Os Objetivos definidos pela associação são:

  • Promover o desenvolvimento nacional do mercado através da sua profissionalização e aculturamento;
  • Aplicar, difundir, estudar e aprimorar os princípios e métodos de informação, voltados para a formação e o aperfeiçoamento de empresas que atuem com consultoria, projeto e desenvolvimento de soluções de comunicação para o ambiente digital;
  • Criar mecanismos para mensurar e disponibilizar informações sobre o mercado brasileiro de comunicação para o ambiente digital;
  • Congregar os segmentos que compõem o mercado e criar oportunidades para suas associadas;
  • Atuar junto aos poderes públicos em questões de interesse do mercado das associadas;
  • Fomentar a constituição de associações regionais, com os mesmos objetivos, nos estados da federação.

Leia mais sobre a atuação n entidade no site da entidade

Evento brasileiro sobre Mídias Sociais chega à sua sexta edição

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O Social Media Brasil, evento que teve sua primeira edição em 2009, chega a seu sexto ano reunindo centenas de profissionais de todo o Brasil para discutir as mídias sociais. O evento acontecerá na Faculdade Casper Líbero (SP-capital) nos dias 22 e 23 de agosto.

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Neste ano acontecerá com formato diferente: no dia 22 de agosto um workshop sobre Comunicação Integrada em Mídias Sociais e no dia 23 de agosto, palestras com temas como “O cliente não tem verba ou você não sabe vender uma ideia?”; “Metodologia para criação e execução de novas ideias”; “Você não é o target, entenda isso de uma vez por todas!”; Sua ideia não é genial. Faça o que deve ser feito!” e “Como planejar com base em tendências para melhores resultados”.

Mídia Dados 2014: brasileiros são fanáticos por blogs

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O Mídia Dados, portal de dados e informações publicados pelo Grupo de Mídia de São Paulo acabou de lançar sua nova edição. Com dados sobre Mercado & Demografia, Televisão, Revista, Rádio, Jornal, Entretenimento e Mídia Digital, as dezenas de gráficos trazem contexto para o comunicador. Entre os pontos de dados mais impactantes do estudo está a diferença entre uso de blogs em média no Brasil e no mundo. A categoria tem penetração de 71,2% no país enquanto a média global é de 52,1%.

blogs brasil

Quer saber o que falam de sua marca nos blogs do Brasil e do mundo? Faça um teste gratuito do BrandCare clicando na home do nosso site.

Gatos, comida ou selfies? Quem domina o Instagram?

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Qual o tema mais comum em fotos do Instagram? Na era da expressão e exposição pessoal, acertou quem disse que os selfies estão vencendo a batalha. No artigo What We Instagram: A First Analysis of Instagram Photo Content and User Types, Yuheng Hu, Lydia Manikonda e Subbarao Kambhampati, da Universidade Estadual do Arizona analisaram qualitativamente 200 fotos de uma amostragem de 1000 e chegaram na distribuição abaixo. Selfies, Amigos e Atividades lideram

instagram categorias de fotoOs dados apresentados pelas pesquisadores trazem mais contexto para o estudo que publicamos sobre Churrasco no Instagram. Por se tratar do monitoramento de uma atividade social, os Retratos em Grupo e Selfies em Grupo lideraram na nossa categorização. Clique na imagem abaixo para ver o estudo completo:

pesquisa churrasco - tipos de foto por genero

E nos seus monitoramentos de Instagram, o que aparece mais? São também as selfies que dominam?

Eleições 2014 em Alagoas no Twitter: primeiras impressões

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Por Ronaldo Araújo [1]

Ao se analisar a conversação em rede em períodos eleitorais entende-se que o volume de mensagens trocadas entre candidatos e eleitores pode ser entendido, por um lado, como abertura e predisposição do candidato ao diálogo, e por outro, como engajamento cívico do eleitor na participação política.

Pesquisas que analisam o desempenho de candidatos em suas campanhas online têm detectado um número cada vez mais baixo de mensagens em resposta a eleitores. Embora os sites de redes sociais “garantem” ao eleitor ter voz, percebe-se que este tem obtido pouca ressonância, não sendo ouvido pelos candidatos com os quais interage.

Para verificar essa situação, por meio do uso do BrandCare, temos monitorado no Twitter, as interações entre os principais candidatos ao governo do Estado de Alagoas com seu eleitorado. De acordo com pesquisa ibope divulgada no dia 01 de junho os três candidatos com maior intenção de voto são: Renan Filho (PMDB), na liderança com 35%, Benedito de Lira (PP) com 25% e Eduardo Tavares (PSDB) com 4%. Seguem algumas impressões sobre o primeiro mês de monitoramento (01 a 31 de julho em 2014) destes três candidatos.

Em relação ao número de seguidores, todos apresentaram um crescimento: Renan Filho – @RenanFilho_ teve aumento de 122 seguidores (tinha 1.010 e chegou a 1.132); Benedito de Lira – @BiudeLira (de 3.631 para 3.691) e Eduardo Tavares[2] – @edutavaresal (de 212 para 272) tiveram aumento de 60 seguidores cada.

Tivemos um total de 3.409 tweets, sendo 2.353 únicos e 1.056 retweets. O desempenho em termos de (1) número de mensagens enviadas pelos candidatos + (2) menções + (3) retweets recebidos dá destaque à Renan Filho no período analisado que supera os demais em praticamente todo o período. Em apenas dois momentos o candidato não lidera, em 19 de julho por Biu de Lira (60 a 38) e em 24 de julho por Tavares (110 a 82).

Mentions Gov AL 2014

No dia 19 de julho, podemos atribuir o desempenho do candidato Benedito de Lira ao dia do lançamento de sua campanha. Já Eduardo Tavares tem seu melhor desempenho na data em que divulga sua desistência de candidatura ao governo do estado pelo PSDB.

Do total de 2.353 mensagens únicas, apenas 426 (9,11%) foram originadas pelos candidatos, o que equivale a dizer que 1.927 delas (81,89%) são de eleitores (além de perfis institucionais, empresarias e de mídia), o que indica o índice de participação política nesse período eleitoral.

Interessados em saber sobre o “entre”, com foco na relação, na interação, as próximas postagens descreverão o quanto os candidatos são mencionados durante a campanha, o índice de responsividade que apresentam, o tipo de mensagens (assunto e categoria) que respondem, bem como que não respondem. Essa fase será pautada nos estudos de análises de redes sociais (ARS) e também nas análises de conversação em rede, levando em conta aspectos estruturais e semânticos[3].

[1] Mestre (2009) e Doutorando em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Graduado em Ciência da Informação (2006) pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Política e Tecnologia de Informação e Comunicação (GPoliTICs – UFAL). Sua pesquisa sobre participação política, interatividade e engajamento online nas eleições estaduais de Alagoas é apoiada pela Social Figures, através do plano acadêmico do BrandCare.

[2]  O candidato desistiu da candidatura no dia 24 de julho e foi substituído pelo vereador do município de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar (PSDB) – @JulioCezarAL a partir do dia 05 de agosto de 2014.

[3] RECUERO, R. A conversação em rede: comunicação mediada por computador e redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2012.