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Influenciadores: Broadcaster, Conector ou Legitimador?

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Head_Influenciadores

O conceito Formadores de Opinião não é novo e com o poder das mídias sociais, estas pessoas ganharam o status de influenciadores. O uso deles em ações de comunicação tem sido um recurso cada vez mais utilizado pelas marcas para conversar com seu(s) público(s)-alvo. O plural entra aqui, pois uma marca pode conversar com diversos nichos ao mesmo tempo, havendo sempre a necessidade de adequar a forma, linguagem e meio para cada um deles.

O monitoramento de redes sociais é um forte aliado no processo de identificação desses influenciadores e já tratamos do assunto aqui no blog, nesses dois posts:

Porém, após identificar esses influenciadores, como saber qual tipo de influenciador ele é? Qual o retorno você terá? Qual o tipo de público ele irá conversar? Pensando nessas questões, o Gabriel Ishida (Coordenador de Social Listenig na Pernord Ricard, autor do Blog Midializado e Co-criador do Atlas Media Lab), desenvolveu uma metodologia onde nos apresenta quais são os tipos de influenciadores, formas de contratação, métricas e mais. Iremos abordar abaixo alguns desses pontos.

Ishida ressalta que não existe uma fórmula ou metodologia pronta para se aplicar a todos os casos, mas há formas de se encontrar a melhor metodologia para cada caso.

Quando falamos sobre estabelecer valores ou parâmetros para analisar influenciadores, duas questões se somam as já tradicionais (alcance, fãs e engajamento) que são: Qual o valor que determinado perfil tem e o que devemos considerar para determinar esse valor?

As duas questões enfrentam barreiras quando são colocadas em cenários onde grandes marcas possam fazer um grande investimento. Uma delas é a falta de entendimento sobre os preços que são praticados por esses influenciadores, uma vez que as empresas possuem a necessidade de ter retorno sobre seus investimentos.

Dois caminhos são apontados para achar essa resposta: Advertasing Value Equivalency (AVE) e lógica de precificação de mídia, mas aplicada as redes sociais. Para essas opções a mensuração seria equivalente ao que ocorre hoje com o meio impresso + o áudio visual e/ou valor pago vs. as entregas que foram contratadas dos influenciadores. Ainda assim é necessário avaliar cada caso e considerar alguns fatores para a mensuração.

No artigo, Ishida aponta fatores como: Interações e capacidade de engajamento, menções espontâneas de outros perfis, perfil de interesse dos seguidores, potência de disseminação e evidência em veículos. Todos eles podem ser utilizados (em conjunto ou isoladamente) para determinar a mensuração dos resultados. Tais fatores irão ajudar na identificação de qual tipo de influenciador ele se encaixa.

Tipos de Influenciadores

Ao definir um influenciador, é necessário saber se o ele é referência no assunto, é antenado em tendências, se movimenta conversas nas redes sociais, se possuí muitos contatos e se ele é capaz de traduzir as tendências para o público geral (e podem ser chamados “Trendsetters”). Eles são responsáveis por ditar as tendências e traduzi-las para a grande massa, utilizando a linguagem apropriada para cada público. Tendo isso em vista, Ishida nos apresenta três tipos de influenciadores.

  • Broadcasters
    São os perfis com uma grande quantidade de seguidores, atingem muitos seguidores simultaneamente, replicam em outras redes e não precisam ser necessariamente celebridades.
  • Conectores
    São perfis que possuem conexão com outros perfis influenciadores (na sua maioria broadcasters). Ele é uma referência para sua rede de contatos influentes que por vez irão reverberar a mensagem que foi feita por ele. Ele pode ser um conector e um broadcaster ao mesmo tempo.
  • Legitimadores
    São perfis que representam uma cultura/tribo ou são experts na área que atuam e são os primeiros nomes a serem lembrados quando os usuários buscam uma referência dentro de um tema.

Influenciadores_TipoS

No artigo que fará parte de um livro e será publicado em breve, Gabriel Ishida abordará o tema com maior profundidade e também apresentará uma metodologia, onde propõe um índice que considere diversos fatores para a comparação entre perfis, afim de contribuir para uma melhor tomada de decisão no uso de um influenciador.

Monitoramento é um grande aliado da Produção de Conteúdo, aponta pesquisa

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monitoramento, planejamento e conteudoDe acordo com pesquisa lançada no Content Summit, monitoramento de mídias sociais é um dos grandes aliados dos produtores de conteúdo. A partir das respostas de 303 participantes, o estudo traz informações sobre faixas salariais, desafios da área, plataformas preferidas e suas variadas práticas. Em questão sobre quais outras áreas participam da rotina de produção de conteúdo, “Monitoramento” conquistou o segundo lugar logo depois de “Planejamento”.

pesquisa - producao de conteudo e monitoramento

Content Summit – analisando o evento, backchannel e redes sociais

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No último sábado aconteceu o Content Summit, principal evento focado em conteúdo para comunicação digital no Brasil. Como habitual, estivemos presentes para conferir as novidades, tendências e debates relacionados a mídias sociais, e monitoramos as hashtags oficiais do evento no Twitter e Instagram. Confira e clique para ver de forma interativa, a rede de tweets relacionada:Rede Content Summit

 

A comparação das principais métricas de centralidade de rede é interessante para ver a dinâmica entre participação nas conversas backchannel e impacto das palestras. Na esquerda, temos o centro filtrado da rede exibindo apenas os perfis com Out-Degree, ou Grau de Saída, maior que 15: ou seja, pessoas que mencionaram outros 15 ou mais perfis. Na direita, é o centro filtrado da rede a partir dos perfis com In-Degree alto. Ou seja, os perfis que foram mencionados por 15 ou mais participantes.

CONTENT SUMMIT - OUTDEGREE E INDEGREE

Observe como a rede mudou: os mencionados são sobretudo os palestrantes, como a @dani_rodrigues, @apassarelli, @dsollero e @danielbovolento, referenciados devido às suas falas no palco.

Saiba mais sobre os eventos da Media Education em seu site e aproveite para conhecer o Twitter Summit, encontro que contará com nosso apoio para promover a mídia do querido passarinho azul. :)

Case: Monitoramento de Eleições Presidenciais – Como a Medialogue enfrentou esse desafio com a ajuda do BrandCare

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Monitorando as Eleicoes Presidenciais - Medialogue e BrandCareComo monitorar uma eleição presidencial nas mídias sociais?

A Medialogue, agência especializada na criação de campanhas sociais, comunicação digital e produção de conteúdo, possui expertise, experiência e equipe para desenvolver um trabalho dessa grandiosidade. A agência foi escolhida pela campanha de Aécio Neves para oferecer informações e análises em tempo real sobre as conversas políticas nas mídias sociais.

A campanha presidencial de 2014 foi um dos mais importantes eventos da web naquele ano, tanto em volume de tráfego como engajamento. Nosso maior desafio foi traduzir esses dados em informações e insights” – Alexandre Secco, especialista em comunicação digital, diretor da Medialogue

E como isto foi realizado? Confira e baixe o case completo, que mostra o papel do BrandCare: Monitorando as Eleições Presidenciais – Estudo de Uso do BrandCare.

Relatório sobre os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos nas Mídias Sociais

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A dp6, consultoria de inteligência e performance em marketing digital, acaba de lançar o relatório “The Olympic and Paralympic Games Social Media Report“. O relatório ofereceu rigorosa análise das menções aos jogos Olímpicos e Paraolímpicos, identificando conversas relevantes, sobretudo relacionadas aos esforços de marcas nos eventos, suas crises e oportunidades. A BrandCare foi uma das ferramentas escolhidas para o monitoramento das conversas do estudo, que pode ser baixado no site da dp6:

the olympic games - dp6

Cert.br atualiza Cartilha de Segurança para Internet – Redes Sociais

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Já falamos aqui da Cert.br, Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil , no post “10 fontes de dados sobre internet e mídias sociais“. O Centro está sempre a lançar materiais úteis para a boa utilização das TICs no Brasil. O material é disponibilizado em diversos formatos, inclusive em slideshows abertos (PPTs) para que as empresas possam utilizar o conteúdo para conscientização interna. Confira:seguranca na internet

 

http://cartilha.cert.br/fasciculos/

Não é mais possível monitorar o Facebook?

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facebookA resposta é: “mais ou menos”! :)

A partir de 01 de maio, o Facebook não vai entregar mais menções brutas para nenhuma ferramenta de métricas ou monitoramento. Isto significa que nenhum usuário ou ferramenta poderá buscar por um termo, como o nome de uma marca, e receber resultados com texto e nome dos usuários de modo geral.

Isto foi definido pelo Facebook por dois motivos: para preservar ainda mais a privacidade dos usuários e para permitir o oferecimento de novos tipos de dados. Ao invés do texto bruto, serão entregues dados processados como indicadores, através do fornecedor de dados Datasift, que é o intermediário entre o Facebook e ferramentas como o BrandCare. Isto significa que, em breve, poderemos ter novos tipos de dados mais ricos, como distribuição geográfica, idade e profissões dos emissores das mensagens.

Porém, este novo modo de se coletar dados será oferecido inicialmente apenas para Estados Unidos e Reino Unido. Em seguida, liberado para outros países. BrandCare e demais ferramentas brasileiras estão aguardando mais informações sobre o recurso e atualizaremos nossos clientes assim que possível.

E o que já pode ser feito?

Na verdade, muita coisa! Como esta mudança não interfere nas Facebook Pages, o monitoramento de posts e comentários na fanpage de sua marca continua exatamente o mesmo! Assim é possível ver elogios e reclamações direcionadas à sua empresa, conversar e responder aos usuários, analisar comportamento e ainda comparar marcas para benchmarking. Veja um exemplo de estudo baseado em Facebook Pages do setor de moda:

Slide16

Os demais recursos inovadores do BrandCare continuam firmes e fortes, além de estarem em constante evolução. A Análise de Redes no Twitter e Instagram, por exemplo, ajuda agências e empresas a encontrarem mais dados e insights nas mídias sociais. Veja um exemplo de análise clicando abaixo:

Gif - TVP - BrandCare

Assine nosso blog e acompanhe o nosso SlideShare para ver mais dicas sobre como extrair o máximo de insights de seus dados sociais!

Twitter: muito maior do que você imagina

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Novos dados da Global Web Index reafirmam a importância de se contar também os “lurkers” das mídias sociais: aqueles usuários que a acessam, acompanham outros perfis mas raramente publicam. No Twitter isto é muito frequente: globalmente cerca de 21% dos usuários de internet tuitam regularmente, mas 31% acessam a plataforma: why twitter's audience is bigger than you think Na América Latina, a diferença é ainda mais acentuada. Cerca de 23% dos usuários de internet publicam tweets, mas 45% acessam a plataforma. Ou seja, quase o dobro dos usuários que publicam. Isto mostra que a importância de monitorar vai muito além apenas de entender a opinião de quem emite os tweets, mas também pra analisar o impacto nos usuários que vêem os tweets.

Em outra postagem, falamos da importância do analytics do Twitter, que hoje mostra também métricas de impressões. Para entender o que as pessoas falam de sua marca e segmento, não deixe de fazer um teste gratuito do BrandCare.

Como descobrir: quais são os tipos de usuários que mais falam sobre minha marca?

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Monitorar as mídias sociais é essencial para gerenciar a imagem da marca, realizar relacionamento, acompanhar a concorrência e diversos tipos de pesquisa. Para além disto, é possível transformar a segmentação e tipos de usuários em mais valor ainda para as empresas e marcas. Por isto, o BrandCare armazena de forma fácil todas as menções que usuários, perfis e sites realizaram no seu monitoramento.

BrandCare - audience

Mas é importante lembrar que, na maioria dos casos, será difícil classificar todo e qualquer usuário que cita a sua marca. Como decidir por onde começar? Há três táticas principais. A primeira é classificar, durante a análise de sentimento e aplicação de tags, a maior quantidade de usuários possíveis. Ou, pelo menos, com mensagens interessantes tais como sugestões, dúvidas, reclamações e interações mais qualificadas. A segunda tática é trabalhar com amostragem e classificar os usuários que enviaram menções na amostra desejada.

Por fim, a terceira tática é usar um critério de perfis mais engajados. O gráfico abaixo, já publicado no post “Lei de Pareto nas Mídias Sociais” é um exemplo de uma dinâmica muito comum: poucos usuários são responsáveis pela maior parte das menções.

pareto - televisao

E quais categorias utilizar para classificar seus usuários? Qualquer categorização que faça sentido para os seus objetivos de inteligência, relacionamento e conteúdo nas mídias sociais. O BrandCare permite que categorias de perfis sejam adicionadas de forma customizada. Abaixo um exemplo:

Brandcare - profile groups

No whitepaper “Segmentação de Público no Monitoramento de Mídias Sociais” demos várias dicas sobre o assunto e sugestões de categorias e segmentos que podem ser utilizados. Quanto ao nível de uso das mídias sociais, por exemplo, as categorias criadas por Peter Brandtzaeg e Jan Heim e listadas abaixo podem ser utilizadas:

  • Esporádicos: são aqueles usuários que utilizam a mídia esporadicamente, geralmente por não possuírem um hábito de acesso tão frequente ou são novatos;
  • Lurkers: é o tipo mais frequente de usuários de mídias sociais. São aqueles usuários que lêem, consomem e assistem conteúdo de suas redes, mas não comentam ou produzem conteúdo próprio.
  • Socializadores: são os usuários focados nos aspectos sociais. Não necessariamente produzem muito conteúdo original, mas compartilham e conversam com seus contatos.
  • Debatedores: é o perfil mais próximo dos blogueiros, ativistas e de quem está interessado em discutir e apresentar suas próprias ideias e pontos de vista.
  • Ativos: são os usuários mais ativos, que contribuem com bastante conteúdo, heavy users das mídias sociais.

Já quanto a relação dos consumidores com a marca, as categorias abaixo podem ser utilizadas:

  • Brandlovers: consumidores que amam a marca e não tem medo de expressar, estão sempre indicando para seus amigos e rede.
  • Advogado de Marca: consumidores que defendem a marca sempre que podem ou em situações de consumo.
  • Interagentes: parte do público que, mesmo não sendo necessariamente consumidor, interage e comenta nas mensagens da marca.
  • Indiferente: grande parte do público que tem acesso ás mensagens da marca, mas não está interessado ou tocado ao ponto de interagir.
  • Insatisfeitos: consumidores que interagem quando ocorre algum problema e utilizam as mídias sociais, de forma pública, para resolvê-lo.
  • Detratores de marca: devido a uma insatisfação não resolvida ou problema prolongado com a marca ou produto, os detratores são os consumidores que se sentem ofendidos e partem para retaliação.
  • Trolls: público que, mesmo sem um motivo específico, deseja gerar danos à marca, muitas vezes sem fundamento.

Cada tipo de negócio vai ter suas particularidades. Por exemplo, no caso de política, a militância declarada ou não-declarada a cada partido ou político, partido ou ideologia pode ser o referencial para as categorias.

Outra dica é lembrar de atributos relacionados a Opiniões, Atividades e Interesses. Categorizar os perfis de acordo com os itens e atributos que fazem diferença nos seus processos decisórios pode ser o ideal:

aividades interesses opiniões

Categorizar os usuários é só um entre as centenas de insights possíveis com o monitoramento de mídias sociais. Confira um bom número deles em “50 Insights no Monitoramento de Mídias Sociais“.